Graças ao sucesso de empresas que começaram como startups, muitas pessoas buscam nessas iniciativas a inspiração para começar um novo negócio. Mas antes de saber como criar uma startup, é preciso entender o que esse conceito contempla e quais são as características que definem negócios nesses moldes.
Então, se você está começando uma jornada no caminho do empreendedorismo, este conteúdo traz algumas informações importantes para se situar!
Continue a leitura e veja nos próximos tópicos: o que é uma startup, quem investe nesse tipo de empreendimento e como criar uma startup em quatro fases essenciais.
O que é uma startup?
Em princípio, uma startup é definida como uma empresa iniciante, que, aplicando abordagens inovadoras e disruptivas, busca gerar impacto por meio da criação de novas soluções em produtos e/ou serviços.
Ou seja, uma startup tem como principal característica o potencial de transformar ideias inovadoras em soluções escaláveis de alto valor agregado.
Em geral, as startups surgem a partir da identificação de uma carência do mercado, que naturalmente abre oportunidade para criar produtos, serviços ou modelos de negócios que atendam a essa demanda.
Quanto à terminologia, a partir do momento em que a empresa obtém sucesso com suas ideias inovadoras e se estabiliza no mercado como uma referência na área, o termo startup deixa de ser apropriado. Isso porque o termo em inglês “startup” expressa a ação de “começar algo”.
Portanto, depois que o objetivo principal é atingido (obter sucesso com o lançamento de um produto ou serviço), deixa de fazer sentido usar o termo para se referir à empresa.
Quais as características de uma startup?
É válido ressaltar que nem toda empresa iniciante é uma startup. Por isso, saber quais são as suas principais características ajuda a identificar negócios que se encaixam nesse conceito.
- Escalabilidade: crescimento sustentável, sem prejuízo para a qualidade das operações.
- Replicabilidade: capacidade de replicar o produto ou serviço em larga escala. Por isso, no princípio, normalmente os produtos ou serviços são pouco customizáveis.
- Inventividade: desenvolvimento de soluções inovadoras para problemas que surgem no decorrer do processo de criação.
- Incerteza: inserção em um ambiente de incertezas. Apesar de propostas sólidas e bem planejadas, dificilmente é possível prever o futuro de uma startup no médio e longo prazo, em razão do caráter inovador.
- Digitalização: atendimento, prestação de serviços e até mesmo oferta de produtos digitais. Essa foi uma das principais características observadas nas empresas do Vale do Silício que deram início à onda de startups no começo dos anos 2000.

Como criar uma startup?
Embora a criação de uma startup não tenha que necessariamente obedecer a uma lógica linear, em geral, as que obtêm maior sucesso costumam passar por quatro etapas consideradas essenciais.
Então, veja a seguir quais são as etapas para criar uma startup e, quem sabe, torná-la uma empresa unicórnio!
Ideação
A primeira fase, chamada “ideação”, é dedicada a evitar o erro de lançar o produto sem que antes ele tenha sido testado e analisado.
Ou seja, essa etapa serve para dar formas mais definidas à ideia, entender as possibilidades e limitações e desenvolver o Minimum Viable Product (MVP), ou seja, uma versão básica e com mínimo investimento produto ou serviço que se deseja criar.
Em princípio, é necessário conseguir responder de forma clara e objetiva a algumas perguntas essenciais, como: “Qual o foco do meu produto ou serviço?”; “Qual o perfil ideal dos meus clientes?”; “Quais são os problemas dos clientes em potencial que eu posso resolver?”; “Qual a forma ideal de apresentar aos possíveis clientes essa solução?”.
Essa etapa é fundamental para validar uma ideia antes de empreender esforços sem que a proposta seja realmente viável. Por causa desse período de ideação, pode levar um tempo até que uma startup comece a dar o retorno financeiro esperado – o que é essencial ter em mente antes de iniciar uma empresa.
Operação
A segunda fase, conhecida como “operação”, dedica-se à busca pela estrutura necessária para a startup sair da fase de testes e se preparar para o lançamento.
Logo, é o momento em que já se conseguiu comprovar a viabilidade da solução e, então, torna-se necessário conseguir investidores que acreditem no potencial do negócio.
Nesse momento, para adiantar o lançamento e começar a “fazer a roda girar”, a startup pode optar por lançar uma versão simplificada ou de testes e apresentar o produto para o mercado. Enquanto isso, o trabalho de aperfeiçoamento segue em paralelo, buscando realizar melhorias contínuas até chegar à versão definitiva.
Tração
A fase de “tração” é aquela em que a startup amadurece e busca o crescimento gradual para se estabelecer no mercado. É, portanto, o momento em que o produto ou serviço já está sendo comercializado e a empresa procura conseguir novas conexões, parceiros e clientes, investindo em marketing.
Nesse momento, é importante definir e monitorar alguns indicadores de desempenho e de satisfação dos clientes, iniciando, assim, uma cultura de feedbacks e aprimoramentos constantes.
A tração alcançará o seu ápice quando a startup conseguir operar no limite da sua capacidade, abrindo então espaço para uma possível expansão e uma nova rodada de captação de investimentos. Mas, para isso se tornar possível, a empresa deve se empenhar internamente na padronização de processos e produtos.
Escala
Por fim, a última etapa, conhecida como “scale-up”, é aquela em que a startup já atingiu um estágio de maturidade, estando preparada para um processo de crescimento exponencial – deixando, assim, de ser uma “startup”.
Nessa fase, é necessário que a empresa tenha estrutura para multiplicar em várias vezes o número de clientes, sem qualquer perda de qualidade. Dessa forma, a startup poderá seguir em crescimento acelerado, garantindo que não há risco de uma ruptura.
Caso obtenha sucesso no scale-up, a empresa tem chances reais de se tornar um “unicórnio” e faturar valores cada vez maiores, mantendo os custos estáveis.
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